terça-feira, 10 de julho de 2012

EQUÍVOCOS - O que acharam?

Diferente de todas as publicações que já coloquei aqui, fica muito complicado e até egocêntrico demais fazer um comentário a respeito de uma peça em que eu mesmo trabalhei. O que posso dizer é que foi uma experiência maravilhosa, o efeito que o palco causa na nossa vida é inexplicável, gratificante e motivador. Eu estava gripado na semana do espetáculo, mas quando subia ao palco era algo mágico, desapareciam todos os sintomas e as cenas fluíam. A adrenalina do palco é uma das melhores sensações que já tive, e espero passar por isso tudo muitas outras vezes.

Abaixo eu trouxe alguns dos comentários que recebemos sobre a peça, nas redes sociais principalmente, e gostaria de dividir com vocês.


Fazer rir: fácil e ao mesmo tempo tão difícil.
Trabalho muitas vezes não reconhecido dos nossos queridos palhaços. Não precisa ser especialista, basta ter a alma pura e livre de preconceitos e você pode ser o que e quem você quiser. E a simplicidade pode se transformar em algo hilário, misterioso e, muitas vezes, emocionante.
Quantas vezes, em uma discussão – ou em uma simples conversa – não temos a ligeira impressão de estar falando gromelô?! Sim, parece que quanto mais se fala, menos se entende neste mar de equívocos. A comunicação de hoje parece tão tecnologicamente fácil e, ao mesmo tempo, tão complexa. Qualquer coisa que alguém fale, cada um que ouvir vai entender de uma maneira, lembrarão de coisas diferentes e terão sentimentos diversos. E isso que torna tudo mais amplo e livre, por mais confuso que seja.
A dificuldade de se expressar sem dizer uma palavra. Você só possui seus sons e eu corpo. Não existem regras – com exceção de não ter medo do ridículo. 
Parabéns, INI 2! Arrancaram risadas mil da plateia sem falar quase nada! ;) (Daphne Garcez)

Parabéns a toda galerinha... Vocês mandaram super bem... Gal muito legal a idéia. Parabéns mesmo... (Rogerio Bozza)

A primeira a gente nunca esquece Rapha, e essa de vcs será inesquecível mesmo, pois foi um trabalho muito bacana, de verdade. Parabéns a toda a turma e ao Gal pela concepção. Super! (Jader Alves)


Concordo com o Jader! Realmente o trabalho de voces foi muito bom! Parabens a toda a todos. E que venham outras! (Renato Jachinoski)

"Equívocos" - maravilha de espetáculo. Parabéns Raphael, gostei muito mesmo! (José Castro)

Lindas palavras Daphne Garcez, combinam perfeitamente com o maravilhoso espetáculo com que o INI2 nos presenteou ontem! Foi realmente um arraso, até os EQUIVOCOS foram perfeitos!! rrssr Adorei mesmo estar com vcs!!! PARABÉEEEEENS INI2 E parabéns Galvani Júnior Carraro pela ousadia!!! (Kellyn Bethania)

Parabéns aos equivocados, adorei! (Loara Gonçalves )

Que honra fazer um pequena parte disso.! Foi um arraso.! Viva ao Ini2.! =D (Pedro Henrique Do Nascimento)

ameeei a peça (Heinz Pereira Bollmann)

Parabéns... vocês arrasaram!!! =D (Nah Chiapetti Cavalcanti)

 parabens garoto... a primeira sempre é a mais tensa, parabens a toda a turma, super unida, se jogaram pra valer... (Jorge Lader)

Ow minha gatona! Amei! Ri muito. Até consegui me assustar com um estourinho que deu kkkk. Vocês foram o máximo. Parabéns a você, Rapha, Rodriguetes e a todos os outros. (Ticyana Kuns)

Lindo espetáculo :) (Suelen Oliveira)



Ai vão algumas fotos para quem infelizmente não pode ver a peça, se entrar em cartaz estaremos divulgando com certeza.






















segunda-feira, 9 de julho de 2012

CUPIDO... ME DEIXA EM PAZ! O que achei. O que achou?


Faz algumas semanas que tenho assistido os trabalhos produzidos com os alunos do NPT (Núcleo de Profissionalização Teatral) do Teatro Lala, e a cada peça assistida tenho ficado ainda mais encantado com o trabalho de algumas pessoas.

Como em qualquer lugar do mundo existem pessoas que se destacam mais que outras, por se entregarem mais, por terem mais facilidades e até mesmo mais talento em alguns casos, e é sempre um aprendizado acompanhar a evolução do trabalho feito, ainda mais de um trabalho que eu particularmente gosto tanto, o trabalho no palco.

A peça que assisti esse fim de semana, “CUPIDO... ME DEIXA EM PAZ!” com Direção da Sônia Bacila, é um trabalho feito pela turma que está no Básico (segundo ano da escola de teatro) e com isso, a maioria deles já está com uma boa bagagem de peças feitas, embora o aprendizado no palco seja eterno.

A peça traz ao palco uma história bem gostosa de assistir, em um congresso de Cupídos que debatem o que tem acontecido ultimamente com o sentimento das pessoas, a perca de valores, e eles vão a uma missão na terra na tentativa de ajudar as pessoas a amar, não só os “flexando”, mas influenciando diretamente nessas soluções.

Entre os meninos do elenco posso destacar que falar de Gabriel Comicholi e David Moura é muito fácil, o Cupido atrapalhado e o Mensageiro respectivamente fizeram todos rirem muito, dando um show de interpretação e  espontaneidade.

Gabriel Merling merece um destaque todo especial por ter demonstrado muita versatilidade no palco, interpretando 3 papéis desafiantes ele conseguiu executar isso tudo muito bem, fosse no menindo que assume sua homossexualidade, no playboy safado com duas namoradas ou no ogro conversando com os amigos numa mesa de bar, ele realmente foi muito bem.

Eduardo Robazza, Fabiano Martini, Vitor Lima e Elton JohnAmaro também executaram seus papeis muito bem, sem erros eles conseguiram transmitir a mensagem de seus personagens com entrega, alegria e muita verdade, fazendo a plateia rir e se emocionar.

Entre as meninas do elenco também tivemos participações destacadas e feitas de maneira brilhante.
Michelle Malc, Mariana Corrêa, Karen Giraldi, Isadora Foreck, Gabriella Dinnies, Isabela Casagrandee Claudia Lima foram muito felizes na execução de seus papéis, foram graciosas, e conseguiram prender a atenção enquanto estavam em cena sem precisar de apelos e sem perder leveza e naturalidade em suas interpretações.

Giordana Chemin de quem eu já havia falado quando assisti Chanteckler, mais uma vez foi sensacional, fazendo o papel de um cupido pavio curto mas que queria resolver o problema de quem precisava de sua ajuda, fez a plateia rir muito e mereceu todo retorno que teve.

Elizabeth Santos Colazzo enquanto Cupido Chefe, foi sóbria em sua interpretação,   mostrando um ar de superioridade e maturidade de um ancião, que tinha uma grande responsabilidade de monitorar o trabalho dos atentados cupidos.

Carolina Alves levou ao palco de maneira muito bem feita uma perua, uma mulher rica, com preocupações fúteis, que encenava uma discussão com o marido sobre a escolha do nome do seu cachorrinho de estimação. Foi brilhante, levar ao palco alguém tão diferente do que a pessoa é,de fato, é um desafio enorme. E fazer isso com tanta naturalidade e fluidez coroou seu trabalho, especialmente pelo que se ouvia na plateia ao fim da cena em que se mostra o sentido da discussão do casal, foi inesperado, divertido e muito bem feito.


Jenny Maniezzo também levou ao palco uma menina solitária, que se considera encalhada, mas que tráz consigo valores e comportamentos lindos, ao mesmo tempo que tem suas inseguranças e aflições. A história da sua personagem termina lindamente, e foi feita de maneira brilhante  pois,  divertiu e emocionou muito a todos que estavam na platéia. Eu já havia assistido algumas peças e filmes onde sua protagonista era uma menina (ou uma mulher) frágil e insegura, e considero que o a atuação da Jenny nessa peça pode mostrar com muita  precisão e leveza toda essa mistura de sensações e sentimentos que as mulheres vivem, e nem sempre assumem. É muito justo reconhecer o trabalho quando é bem feito, e eu realmente adorei!

As apresentações foram somente nesse último fim de semana, mas havendo novas apresentações estarei comunicando aqui com certeza.

Acesse a programação completa do teatro Lala em www.teatrolala.com.br









terça-feira, 3 de julho de 2012

FLORES E LIXOS - O que achei. O que achou?


No último fim de semana tive o privilégio de assistir a estreiade “FLORES E LIXOS” no teatro Lala Schneider. É um desafio interessante falarde um trabalho como esse, mas vou tentar fazer isso de maneira simples e espero mostrar o que realmente sentidesse trabalho.

A peça conta a historia de uma escritora, que em suasanotações, viaja em lembranças, criações, divagações, loucuras e sensatezes.Nos faz pensar em nós, nas nossas escolhas, nossas flores, nos nossos lixos,nossos amores e nossas loucuras, e isso é o que mais encanta no espetáculo.

Começando pela autora, diretora e parte integrante doelenco, a incrível Ana Paula Prestes com suas linhas nos inseriu num contextoque provocou reflexões. Não foram raras as vezes que eu sentia o texto dirigidopra mim, e conversando com quem assistiu a peça, foi essa a mesma sensação damaioria dos que lá estavam. O texto é lindo, tocante, envolvente e nos fazresgatar lembranças antigas e recentes, se misturando dentro de nós durantecada ato. E em seu papel, a Ana também foi singela, entregue e muito intensa.

Mayara Bonde é quem interpreta a dona dos pensamentosencenados, a escritora que nos permite mergulhar em suas memórias e criações, eretratou isso muito bem, com o jeitinho de sentar na cadeira no canto do palco,olhar pra cima em diagonal, divagando, refletindo e nos fazendo viajar juntocom ela.
Gustavo Tavares e Andie Santos protagonizam uma das cenasque mais mexeram comigo, que mais me fizeram lembrar, de amores mal resolvidos,e a fizeram brilhantemente, foi uma cena que colheu lagrimas de bastante genteda plateia.

Lucas Ribas e Thiago Amaral também fizeram uma das cenasmais interessantes do espetáculo, trazer ao palco o homossexualidade é sempre tema de discussão, porque mesmo existindo muitos movimentos e informaçõescontra a homofobia, mesmo assim vivemos em uma cidade que guarda certos falsos moralismos.Mas eles trouxeram o assunto de maneira sutil, leve e artisticamente falandomuito bonito de se ver.

Lucas Cardoso e Érica Fedato também nos fizeram mergulharem emoções que se confundem com tensão, desespero, angustia, amor, emotividade,carência e mais outros tantos que nos deixam com um aperto no coração, foram incríveis.

De Thiago Falat e Loara Gonçalves quero dar certa ênfaseporque eles foram simplesmente brilhantes. No caso do Thiago, com uma expressãocorporal impecável e um jogo de luz que o deixou misteriosamente intrigante emsua cena nos prendeu a atenção de uma maneira ímpar. A Loara ora nos fez rir,ora nos deixou tensos, ora nos assustou, ora nos fez refletir, loucura né?Exatamente isso, ela foi brilhante em nos mostrar que o que nos causa loucuraspode ser também o que nos faz feliz, ou profundamente deprimidos, uma cenamuito difícil de ser executada, mas aconteceu de maneira incrível. Era nítidopra quem olhava para a Loara enxergar sua entrega, concentração e doação a essepersonagem insanamente confuso.

A peça é incrível, recomendo e muito!

Sinopse:
“Personagens de uma jovem escritora procuram respostas emseus próprios devaneios e em suas relações com o outro e com o mundo. Falamsobre loucura, solidão, medo, abandono, repressão e paixão. Mostram suas‘feiuras’ e suas ‘belezas’ mais íntimas, deixando claro que todas as pessoas –em determinado momento da vida – sentem amor, raiva, receios e dúvidas. Elesquestionam suas manias e escancaram o que são: seres humanos frágeis em buscade si mesmos.”

Serviço: Texto e direção: Ana Paula Prestes. Elenco: AnaPaula Prestes, Andie Santos, Erica Fedato, Gustavo Tavares, Loara Gonçalves,Lucas Cardoso, Lucas Ribas, Mayara Bonde Thiago Amaral e Thiago Falat. Duração:75 minutos

Gênero: Drama.

Temporada: Sábados e domingos às 18h30, até 15 de julho.Teatro Lala Sala 02. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia)

Acesse www.teatrolala.com.br

sexta-feira, 29 de junho de 2012

EQUÍVOCOS - Quando uma coisa parece uma coisa, mas é outra...

É com uma imensa satisfação que quero aproveitar essa sexta feira para fazer um convite especial para todos que tem nos prestigiado acompanhando as postagens e atualizações que estão aqui no blog.

Na semana em que completamos 100.000 visualizações únicas quero convidá-los para a peça "EQUÍVOCOS -  Quando uma coisa parece uma coisa, mas é outra..." que acontecerá em duas apresentações, dias 3 e 4 de julho as 21:00h no Teatro Lala Schneider.

É um momento muito especial por se tratar da minha 1º vez no palco ( e espero que seja a primeira de muitas ainda), os ensaios estão a todo vapor, estamos todos muito ansiosos e empolgados ao mesmo tempo com o espetáculo, e gostaríamos muito de contar com sua presença. Eu e toda a Turma INI2 do Teatro Lala ficaremos muito agradecidos com a presença de vocês.

Mais informações no Telefone 41-3232-4499

Sinopse:

"Brincando com os pequenos equívocos da vida cotidiana, a peça retrata diversas situações inusitadas. O que aparentemente pode parecer um absurdo que beira o ridículo mostra que, na verdade, ainda somos pegos pelo problema da comunicação. Ou seria falta de comunicação? Ou seria o fato de que nem sempre falamos a mesma língua? Será que entendemos, mesmo, o que os outros falam ou fazem? Nessa peça, algumas palhaçadas mostram que quando uma coisa parece ser outra, muita coisa pode acontecer!"

Elenco:
Raphael Basso / Luciane Gonçalves / Barbara Almeida / Karen Souza / Patricia Barros / Cesar Gutto / Danielle Nunes / Luana Benedito / Rodrigo Costa / Neto Oliveira / Alessandra Bianeck / Allana Brasil / Felipe Lima / Nájila Rocha / Brian Miguel / Thays Lima / Marcelo Borba / Gabriel Nóbrega / Eliane Rodrigues.

Direção e Som: Galvani Jr
Iluminação: Pedro Henrique do Nascimento

terça-feira, 19 de junho de 2012

OS SALTIMBANCOS - O que achei. O que achou?


O teatro é algo realmente mágico, que volta e meia nos surpreende, especialmente quando somos levados a um mundo fora do nosso, sem deixar de nos transmitir mensagens que remetem a reflexões quanto aos temas mais atuais e controversos.

Quando isso é feito de forma lúdica, em uma montagem infantil cheia de adereços, cores e músicas (lindas músicas), a mensagem chega de maneira bem mais forte, bem mais marcante.

Foi exatamente essa a sensação que tive nesse domingo no Teatro Regina Vogue quando assisti ao espetáculo “OS SALTIMBANCOS”.  “Baseado no conto “Os Músicos de Bremen” dos Irmãos Grimm, “Os Saltimbancos” é um musical infantil de Sergio Bardotti e Luis Enríquez Bacalov, com versão em português de Chico Buarque. O espetáculo conta a história de quatro animais (um jumento de carga, um cão-de-guarda, uma gata “de madame” e uma galinha que já não bota mais ovos), que cansados de maus tratos e imposições feitas pelos seus patrões,  unem-se através da música e resolvem partir na busca dos sonhos de liberdade e felicidade. “
Mais do que isso, eu faço questão de destacar o belo trabalho da direção desse mestre que é Mauricyo Vogue e também o os destaques que cada um dos atores tiveram.

Cleydson Nascimento no papel do burro de carga desempenhou seu papel de maneira brilhante, pelas expressões, pelo olhar forte que imprimia especialmente quando a mensagem do seu personagem era séria, lindo trabalho muito bem executado.

Diegho Kozievitch cantando de maneira especialmente linda e Raphael Fernandes chamando muito atenção especialmente pelo trabalho corporal, dançando de maneira brilhante também enriqueceram em muito o espetáculo.

Giovana de Liz sem dúvidas foi uma das que mais fez ao publico gargalhar, com o papel da galinha que não bota mais ovos, cada vez que ela aparecia, fosse pra falar algo, para cantar ou para dançar, ela simplesmente levava a criançada (e os adultos também) da plateia a sonoras risadas, foi realmente divertido.

Kleber Gregório comandou brilhantemente o som do espetáculo em uma proposta diferente do convencional que eu particularmente achei fabulosa, comandar o som de cima do palco, como um DJ, deixou o espetáculo ainda mais rico.

Tarciso Fialho que eu já havia tido a oportunidade de assistir em Satyricon manteve o mesmo padrão de qualidade, óbvio que a proposta e o teor da peça são completamente diferentes, mas o trabalho do artista, atendendo ambas as propostas com tanto talento de fato é gratificante presenciar.

Para a minha grande amiga Taciane Vieira gostaria de dar um destaque especial, não só pelo fato de fazer brilhantemente o papel da da gata de madame com sotaque ligeiramente castelhano, figurino e maquiagem impecáveis, mas principalmente pelo trabalho musical. Dotada de uma voz linda e muita habilidade com as notas ela encantou cada vez que cantava.

Foi realmente especial pra mim ter o privilégio de assistir a esse trabalho tão lindo. A peça está em cartaz até dia 30 de junho, sempre aos sábados e domingos as 16:00h no Teatro Regina Vogue , confiram mais informações no site.

www.reginavogue.com.br

Ficha Técnica
Direção: Mauricio Vogue
Elenco: Cleydson  Nascimento, Diegho kozievitch, Giovana de Liz, Kleber Gregorio, Raphael Fernandes ,Taciane Vieira, Tarciso Fialho

segunda-feira, 18 de junho de 2012

AGITOS & BALADAS - O que achei. O que achou?


Nos dias 16 e 17/06 o palco principal do Teatro Lala apresentou mais uma obra produzida pelo NPT (Núcleo de Profissionalização Teatral) feita pela Turma Teens, sendo os alunos com média de idade nos 12 anos.

A peça “AGITOS & BALADAS” merece as devidas considerações por alguns pontos que eu quero frisar aqui. O primeiro deles é que se trata de uma obra escrita por Jader Alves com um teor político- social muito interessante, o paralelo feito entre os momentos estudantis vividos em 1984 e em 2008 mostram com clareza a abordagem ao interesse político que era muito mais latente nos anos 80 comparado aos dias atuais, além do fato que não podemos fugir de que o avanço da tecnologia deixou as pessoas muito mais próximas umas das outras mesmo quando não estão no mesmo espaço físico.

Vou ser até um pouco repetitivo nos parabéns ao Diretor Jader Alves em função da dificuldade que há em dirigir um trabalho com 32 adolescentes. No fim da apresentação ele subiu ao palco para fazer um agradecimento ao elenco por terem proporcionado o sucesso do trabalho, e também aproveitou o momento para agradecer humildemente a ajuda que recebeu das incríveis AdrianaSottomaior e Michelle Bond, para conduzir o trabalho e colocar ordem no caos. A demonstração de humildade do diretor mostra principalmente para nós estudantes de teatro o quanto é necessário esse espírito de humildade e paciência para podermos sempre fazer acontecer.

Além disso, esse trabalho ganhou ainda mais a minha admiração pelo fato do autor e diretor ter tido a coragem de trazer de maneira tão clara e corajosa o tema Homossexualidade, ainda mais pelo fato do tema ser tratado no palco por alunos de 12 anos, com a plateia composta inclusive pelos seus pais e familiares. 

Em uma das cenas em que um dos atores mirins de peito aberto pede respeito e remete a uma reflexão muito consciente quanto ao fim da homofobia e do preconceito nos encantou. Foi um trabalho que realmente exigiu muita coragem e ousadia, e por esses e tantos outros motivos que merece os parabéns.

O NPT continua a serie de espetáculos apresentados pelos alunos do Teatro Lala durante todo restante do mês de junho, julho e parte de agosto.  Dentre as peças que estarão em cartaz já inicio o convite para a peça “EQUÍVOCOS” que acontecerá nos dias 3 e 4 de Julho as 21:00 no Teatro Lala. Com direção de Galvani Jr e contará com a presença desse humilde blogueiro, dos tralhas e de toda nossa turma. Fica o convite!      :)

terça-feira, 12 de junho de 2012

2012 - A COMÉDIA DO FIM DO MUNDO - O que achei. O que Achou?


No último fim de semana tive a satisfação de assistir a reestreia de “2012 -  A COMÉDIA DO FIM DOMUNDO” . O texto é mais uma excelente criação de João Luiz Fiani, a direção de Marino Jr mostrou o quanto esse ótimo ator vem evoluindo cada vez mais no comando dos espetáculos.

Trata-se de uma comédia suave, com conteúdo atual e bem elaborado, encena a ansiedade vivida na véspera daquele que seria o fatídico dia do fim dos tempos,  e nisso se dá a trama que discute as teorias apocalípticas, calendário maia, alinhamento dos planetas e esses assuntos que rementem ao que seria o dia do fim dos tempos.

A peça começa com um ar de suspense e mistério, DeboraWelker com sua personagem consegue trazer essa sensação de duvida muito bem, é uma bela introdução para a comédia em si que só começa pra valer na peça quando entra em cena Juliana Davanso. A ela quero dar um destaque especial porque ela simplesmente dita o ritmo das gargalhadas do público simplesmente o tempo todo que está em cena, com suavidade e sem forçar nada, ela consegui divertir e muito a plateia, que passam o tempo todo esperando pra ver qual vai ser sua próxima pérola.  

Ingrid Bozza também atende bem a proposta de seu personagem, a melhor amiga desprovida de habilidades intelectuais mais apuradas é muito bem executada durante a peça.
Luiz Henrique Fernandes interpreta o “mestre” de um ideal não tão confiável  e José Castro interpretando seu ajudante tem boas intervenções no espetáculo, embora em alguns momentos não fique bem claro se eles realmente fazem a linha do “Durão” ou do “Atrapalhado”, o que também pode ter acontecido propositalmente, mostrando a instabilidade emocional do personagem e a oscilante segurança que um possível charlatão manifesta ora ou outra.

Gustavo Tavares também é um que na minha opinião merece uma consideração especial tendo em vista que cumpriu muito bem a proposta de seu personagem, divertiu e chamou a atenção do público todo tempo que esteve no palco.

O espetáculo é realmente muito bom, vale a pena conferir, está em cartaz aos fins de semana no teatro lala.

Texto: João Luiz Fiani. Direção: Marino Jr. Elenco: Luis Henrique Fernandes, José Castro, Débora Welker, Juliana Davanso, Ingrid Bozza e Gustavo Tavares. Ingressos: R$ 40,00 (inteira) R$ 20,00 (meia) Temporada: ATÉ 15/07 Temporada: –  Sextas, sábados e domingos as 21h Teatro Lala Sala 01

segunda-feira, 11 de junho de 2012

ALTOS E BAIXOS - O que achei. O que achou?


Dos espetáculos que já assisti na Cia dos Palhaços, “ALTOS E BAIXOS” como a própria proposta da peça já sugere, é a mais romântica de todas. Em qualquer apresentação que a gente assista onde há uma abordagem aos dilemas do dia a dia (ainda mais quando feita por palhaços) a chance de nos divertirmos sempre é grande, e tratando-se de “ALTOS E BAIXOS” de fato isso acontece.

Alternando cenários, momentos e abordagens diferentes, Sarrafo e Tinoca ditam um ritmo agradável ao espetáculo que é capaz de entreter adultos e crianças. E para mim a suavidade e a inocência das brincadeiras são o tempero que deixam o espetáculo ainda mais divertido. Sem nenhum apelo chulo, a peça tem bons momentos do seu início ao fim.

Confiram, vale muito a pena.

Ficha Técnica 

Elenco: Felipe Ternes (Palhaço Sarrafo) e Nathalia Luiz (Palhaça Tinoca)
Texto: Nathalia Luiz e Felipe Ternes
Direção: Cia dos Palhaços
Cenário: Alfredo Gomes e Renata Skrobot
Figurinios e Adereços: Fabianna Pescara e Renata Skrobot
Criação e Operação da Iluminação: Anri Aider
Trilha Sonora: Candiê Marques e Eliezer Vander Brock
Criação da Sonoplatia: Angélica Rodrigues
Produção: Cia dos Palhaços

segunda-feira, 4 de junho de 2012

NO MUNDO DE ALÍPIO - O que achei. O que achou?



No domingo 28/05/12 assisti na Cia dos Palhaços ao espetáculo “NO MUNDO DE ALÍPIO”, trata-se de um espetáculo encenado tão somente pelo palhaço Alípio (Rafael Barreiros), em uma abordagem ora teatral, ora circense e sempre muito interativa, contou com as participações especiais das pessoas que estavam na plateia apenas.

Do começo ao fim do espetáculo utilizando as pessoas que lá estavam para executar seus números, interagindo com crianças e adultos, Alípio nesse espetáculo nos faz mergulhar de cabeça nas origens do palhaço, nas brincadeiras propositalmente inocentes que são capazes de fazer rir crianças de 1 a 100 anos sem a necessidade de qualquer linguagem pejorativa ou maliciosa.

O que mais gostei foi precisamente a capacidade dele, através de determinados atos ou brincadeiras feitas no palco, direcionar conteúdos para todas as idades. Pode até parecer saudosismo, mas quem é que não gosta das brincadeiras inocentes que nos fazem gargalhar? E quem foi que instaurou essa regra impensada de que  só nos divertimos se houver “apelação”?

Gostei muito do espetáculo, tudo muito bem executado, interatividade contagiante, tempo de peça adequado e muito divertido. Recomendo e muito.

Mais informações no www.ciadospalhacos.com.br

sexta-feira, 1 de junho de 2012

DARK ROOM - O que achei. O que achou?


Na semana passa havía anunciado, e no domingo as 21:00 na sala 2 do Teatro Lala fui assistir à última apresentação dessa temporada do espetáculo “DARK ROOM” acompanhado da Tralha Paat Barros, do Autor da peça Franklin Albuquerque e MabelSemaan.

Eu havia dito aqui que a proposta da peça era bem diferente do que consideramos convencional hoje, especialmente nos palcos de Curitiba. Num primeiro momento fica até difícil de imaginar como uma peça teatral pode ser exibida toda no escuro.

Já na entrada somos levados às poltronas com lanternas nas mãos, não havia iluminação alguma na sala do teatro, aguardamos ao início da peça escutando uma música tocada por um dos integrantes do próprio elenco. E nesse “esquenta” já começamos a ser submetidos a uma série de sensações distintas, que são proporcionadas ao longo do pouco mais de uma hora de  espetáculo.

Os sentimentos e sensações se misturam, se confundem, se completam. Ficamos com medo, com raiva, relaxados, tensos, com frio, ficamos debaixo de chuva (literalmente), com ansiedade e com alivio. Sim, passamos por tudo isso durante a peça, vale ressaltar a boa dicção dos atores, ora falando ao microfone, ora não, ora ao fundo do palco, ora falando quase nos tocando. A versatilidade e o time das mudanças de cenas deixam não nos permitem misturar uma cena na outra, mesmo na penumbra dava pra notar quando estávamos no mato, dentro de uma casa, debaixo de chuva, ou dentro de um quarto.

Eu tenho convivido no Teatro lala com as pessoas que fazem parte do Elenco, e com algumas delas inclusive já conversei. Nesses casos ficou bem mais fácil identificar a voz dessas pessoas, e a elas gostaria de dar os destaques.

Thiago Falat eu já assisti algumas peças que ele fez, e talentoso como é, em Dark Room ele mostra suas habilidades com as palavras de maneira eficiente e atendendo a proposta de seu personagem com ótima concentração e assertividade.

Falar da Loara Gonçalves também é fácil, já gostei do trabalho que ela fez em "AMADO POR ELAS" e " CHANTECLER" (as que eu assisti), aqui ela não foi diferente, boa dicção e ótima interpretação.

Stefanie Silveira me encantou porque manteve a fluência no falar e entonação adequada falando com e sem microfone.

Nariman Handar esbanjou talento, com interpretações suaves e muito bem executas, mesmo no escuro absoluto, nos fez "enxergar" com absoluta clareza cada expressão e cada reação de seus personagens. Em uma das raras cenas em que havia um mínimo de iluminação Nariman e Rafael Chinasso Segura fizeram ma cena romântica onde suas sombras se"tocavam", foi uma cena muito bem feita e muito bonita de se ver.

Rafael Chinasso Segura que também mostrou muita destreza e muita evolução na interpretação de seus personagens, levei alguns sustos inclusive quando ele cegava muito perto do rosto das pessoas na plateia e falava como um fantasma "SAIA DA MINHA CASA", assustou, mas foram momentos que enriqueceram em muito o espetáculo.


Espero que "DARK ROOM" volte aos palcos, tão logo isso aconteça estarei publicando datas e horários.

Elenco:
Tony Veiga
Espetáculo de Franklin Albuquerque